Não há amor sem conquista. Os amantes precisam ao menos se deixar conquistar. As artimanhas da sedução têm o encanto próprio de quem tenta tocar no ponto frágil para depois fortalecerem- se juntos. Amores doídos, os não correspondidos. Histórias de ausências, de lágrimas, de quem deu e não recebeu. Não deveria ser gratuito o sentimento daquele que ama? Não é gratuita a chuva que cai abundantemente? A vida, toda ela é uma graça. Mas os homens não são deuses. E poucos são aqueles que conseguem dar sem exigir, sem projetar. “Quebrando pedras e plantando flores.” Quando penso nos sofrimentos e na sua leveza, fico me perguntando se uma coisa tem relação com a outra. Será que as pessoas que mais sofrem são as que mais amadurecem? Será que a dor tem o poder de dar majestade ao amor?
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