Costumo dizer que a dor é uma quebra da corda, porque nos retira da segurança. Há acontecimentos que nos fazem mergulhar no absurdo da existência. O absurdo é a ausência de sentido. É o momento da vida em que a alma se sente penetrada e transpassada por uma dor lancinante. É no momento do desespero que experimentamos a nossa humanidade em suas dimensões mais venturosas. A alma transliterada nos faz mergulhar nos recônditos de uma mulher que não vive por acaso. A dor transmudada, redimida, purificada nos calvários da escrita que o ofício poético lhe reservou tem o poder de nos devolver a apetência do sonho. Márcia Maria nos encoraja a enxergar as belezas que se escondem nas tristezas.Uma música representativa para a minha mãe : ''Maria,Maria"
Maria, Maria
Mistura a dor e a alegria... ♪
É preciso ter sonho, sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania
De ter fé na vida ♪
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